Oftalmologia · Clínica Avallon · Brasília-DF

Blefaroplastia
Superior

Cirurgia de pálpebra superior conduzida por oftalmologista — para corrigir o excesso de pele (dermatocálase), recuperar campo visual e devolver à pálpebra um traço descansado, sem perder a expressão.

Dra. Dayane Shinzato · CRM-DF 16596 · RQE 13225
O procedimento

Uma das cirurgias estéticas mais bem estudadas da face

A blefaroplastia superior é um procedimento cirúrgico que remove o excesso de pele da pálpebra superior, posiciona a prega supratarsal e — quando indicado — manipula o músculo orbicular e a gordura orbital. Realizada com anestesia local (com ou sem sedação), tem duração média de 45 a 90 minutos e está entre os procedimentos estéticos mais comuns realizados no mundo.

Não é uma cirurgia apenas estética. Em muitos pacientes, o excesso de pele (dermatocálase) chega a obstruir o campo visual superior, levando à postura compensatória, fadiga ocular e até cefaleia crônica — sintomas que melhoram após a cirurgia.

Indicações

Quando a cirurgia é indicada

A indicação se divide em dois grandes blocos — funcional (quando há repercussão visual) e estética (quando há incômodo com a aparência). Muitos pacientes apresentam ambos os componentes simultaneamente. A dermatocálase com comprometimento visual está presente em aproximadamente 16% dos indivíduos acima de 45 anos.

Indicações funcionais

Quando a pálpebra limita a visão

Critérios objetivos avaliados em consulta oftalmológica que justificam a cirurgia por motivo funcional:

  • Perda de campo visual superior ≥12 graus ou ≥24%
  • Distância margem-reflexo 1 (MRD1) ≤ 2 mm
  • Ptose em olhar inferior comprometendo leitura
  • Postura compensatória — elevação do queixo e inclinação posterior da cabeça
  • Cefaleia crônica associada a dermatocálase ou ptose palpebral
  • Fadiga e desconforto ocular pela pálpebra pesada
  • Blefarite crônica refratária, triquíase
  • Dificuldade com prótese em cavidade anoftálmica
Indicações estéticas

Quando o olhar parece cansado

Mesmo sem comprometimento visual objetivo, há indicações estéticas legítimas, validadas por melhora em escalas de qualidade de vida (FACE-Q):

  • Aparência de cansaço ou tristeza desproporcional ao estado real
  • Excesso de pele palpebral (dermatocálase) sem comprometimento funcional
  • Bolsas de gordura medial proeminentes (pseudoherniação)
  • Sulco orbital superior profundo com perda de volume
  • Rejuvenescimento periorbital e melhora da harmonia facial
  • Preparação para harmonização facial mais ampla
  • Sofrimento psicossocial relacionado à aparência periorbital
  • Desejo de naturalidade — não de modificação radical do olhar
Como é feita

Técnica em 5 passos (Rohrich)

A blefaroplastia superior moderna segue a técnica refinada por Rohrich, em 5 etapas. A extensão da ressecção (apenas pele, ou pele + músculo + gordura) é definida individualmente, com base na anatomia e no objetivo estético-funcional. A literatura recente mostra que técnicas mais completas resultam em maior satisfação do paciente (8,3 vs 7,0 em escala 0-10) sem aumento de complicações.

i

Skin-only
(apenas pele)

Ressecção exclusiva de pele, sem manipular músculo nem gordura. Tempo cirúrgico mais curto, recuperação mais rápida. Indicada quando o problema é essencialmente cutâneo.

Duração ~60 min
Retorno 8 dias
ii

Pele + gordura
medial e nasal

Ressecção de pele com remoção criteriosa da gordura pré-aponeurótica e da gordura medial (nasal), preservando o músculo orbicular. Técnica mais utilizada quando há bolsas mediais proeminentes.

Duração ~75 min
Retorno 8-10 dias
iii

Completa
(pele + músculo + gordura)

Pele + músculo orbicular + gordura pré-aponeurótica e nasal. Reservada para pálpebras pesadas com músculo orbicular hipertrofiado. Maior satisfação documentada, sem aumento de complicações.

Duração ~90 min
Retorno 10-12 dias
Passo a passo

As 4 etapas do dia da cirurgia

Da chegada à clínica até o término do procedimento. Toda a cirurgia é conduzida pela Dra. Dayane Shinzato, com equipe e infraestrutura próprias da Clínica Avallon.

Etapa 01

Marcação pré-operatória

Marcação da prega supratarsal — geralmente 8-10 mm acima da margem ciliar. Delimitação da pele a ser excisada com teste de pinçamento (pinch test), podendo estender-se lateralmente até a cauda da sobrancelha. Toda a marcação é feita com o paciente sentado, em posição neutra do olhar.

Etapa 02

Anestesia local

Anestesia local infiltrativa na região palpebral. A cirurgia pode ser feita com anestesia local pura ou complementada com sedação intravenosa leve, dependendo do perfil do paciente. Não há necessidade de internação hospitalar.

Etapa 03

Incisão e ressecção

Incisão exatamente sobre a prega supratarsal natural — área de baixa tensão que garante cicatriz quase imperceptível. Remoção conservadora de pele e, conforme indicação, ressecção mínima de músculo orbicular e da gordura medial. A hemostasia é meticulosa durante todo o procedimento.

Etapa 04

Sutura e curativo

Fechamento em camadas com sutura fina (fio 6-0 ou 7-0) para reconstrução precisa da prega supratarsal. A técnica de sutura subcuticular reduz a irritação ocular comparada à sutura contínua. Curativo simples e orientações para os primeiros dias.

Resultados na literatura

O que diz a ciência

Dados de meta-análises e revisões sistemáticas recentes mostram alta satisfação e segurança da blefaroplastia superior quando bem indicada e tecnicamente executada.

44 91
Escore FACE-Q de avaliação das pálpebras superiores (pré vs. pós-operatório)
Vagefi et al., Ophthalmology 2025
0
Queloides em 3.650 pálpebras operadas em procedimentos cosméticos
Anderson et al., Aesthet Surg J 2023
OR 0,22
Redução de sintomas de olho seco no pós-operatório (IC 95% 0,13-0,36)
Todorov et al., Aesthet Surg J 2025
Conheça

Quem realiza a cirurgia

Dra. Dayane Higa Shinzato de Morais — oftalmologista co-fundadora da Clínica Avallon em Brasília-DF
Cirurgiã responsável

Dra. Dayane Higa Shinzato

CRM-DF 16596 · RQE 13225 · Oftalmologia

Oftalmologista co-fundadora da Clínica Avallon em Brasília. Especialista em córnea, cirurgia refrativa (Lasik e PRK) e oftalmoplástica, com atuação clínica e cirúrgica em blefaroplastia superior, lifting de supercílios e cirurgia palpebral funcional.

Cada blefaroplastia superior é precedida de avaliação oftalmológica completa: campo visual superior, distância margem-reflexo (MRD1), avaliação de ptose, motilidade ocular, sintomas de olho seco e posição do supercílio. Trabalha em parceria com o Dr. Orlando Morais para combinar a cirurgia a tratamentos dermatológicos peri-orbitais avançados — laser CO₂, preenchimento de sulco palpebral, toxina botulínica — quando há indicação.

Especialista titulada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
Formação em oftalmoplástica — blefaroplastia superior, lifting de supercílio, cirurgia palpebral.
Atuação em córnea e cirurgia refrativa (Lasik, PRK).
Co-fundadora da Clínica Avallon Dermatologia e Oftalmologia.
Diferenças por sexo

Blefaroplastia em homens e mulheres

A dermatocálase é mais frequente em homens do que em mulheres, e cerca de 18% dos pacientes operados são do sexo masculino. A técnica precisa ser adaptada — em homens, evita-se a feminização preservando a anatomia masculina característica.

Em mulheres

Técnica mais ampla

  • Prega palpebral mais alta — característica feminina natural
  • Maior excisão de pele permitida
  • Manipulação do músculo orbicular para abertura ocular ampliada
  • Remoção de gordura com mais frequência
  • Motivação predominantemente estética
  • Maior preocupação com cicatriz e camuflagem por maquiagem
Em homens

Técnica conservadora

  • Prega palpebral mais baixa — preserva traço masculino
  • Menor excisão de pele e músculo
  • Preservação do músculo orbicular lateral
  • Remoção mínima de gordura
  • Motivação funcional + estética combinada (48,4%)
  • Preferência por cicatrizes naturais e recuperação rápida
Resultados clínicos

Antes e depois — naturalidade em primeiro lugar

O objetivo da Dra. Dayane Shinzato é devolver o olhar descansado sem alterar a expressão. Ressecções conservadoras, prega bem posicionada e preservação de volume periorbital — princípios da blefaroplastia moderna.

Blefaroplastia superior e correção de ptose unilateral · paciente da Clínica Avallon · antes e depois · Dra. Dayane Shinzato — Brasília-DF
Paciente da Clínica Avallon · resultado após blefaroplastia superior bilateral e correção de ptose de pálpebra direita · Dra. Dayane Shinzato.
Blefaroplastia superior com remoção de pele e gordura medial · antes e depois · Clínica Avallon Brasília
Paciente da Clínica Avallon · blefaroplastia superior com remoção de pele e gordura medial, e lifting conservador de supercílios.
Equipe Avallon durante procedimento · Dra. Dayane Shinzato (oftalmologista) e Dr. Orlando Morais (dermatologista) · Clínica Avallon Brasília
Equipe Avallon — Dra. Dayane Shinzato (oftalmologista) e Dr. Orlando Morais (dermatologista) operando juntos.
Pós-operatório

Linha do tempo da recuperação

A recuperação após blefaroplastia superior é relativamente rápida e bem tolerada. A maior parte do desconforto ocorre nas primeiras 16 horas. Retorno ao trabalho em média 8 dias após a cirurgia para a técnica skin-only.

Dias 1-3

Edema e equimose

Inchaço e manchas roxas (equimose) atingem o pico. Compressas frias intermitentes, cabeceira elevada à noite, lubrificação ocular liberal. Pico de limitação funcional em torno de 16 horas, com melhora progressiva.

Dias 5-7

Retirada dos pontos

Suturas removidas em consulta com a Dra. Dayane Shinzato. Avaliação do fechamento, da posição da prega e dos sinais de cicatrização. Liberação progressiva para atividades cotidianas.

Dias 7-10

Retorno ao trabalho

Retorno às atividades profissionais para a maioria dos pacientes — média de 8 dias para skin-only, 10-12 dias para técnica completa. Maquiagem liberada após cicatrização inicial. Proteção solar rigorosa começa agora.

Semanas 4-12

Maturação

Edema residual desaparece, cicatriz amadurece progressivamente. Estabilização da posição palpebral em torno de 3 meses. Atividade física plena liberada após 4-6 semanas, individualizada.

Cicatriz

A cicatriz praticamente invisível

A incisão é posicionada exatamente no sulco natural da pálpebra superior — a prega supratarsal. Essa região tem três características que favorecem cicatrização excepcional: pele fina e bem vascularizada, baixa tensão mecânica e proteção natural pelas pálpebras quando fechadas.

A revisão sistemática mais ampla sobre cicatrização em cirurgia palpebral (Anderson et al., 2023) analisou 3.650 pálpebras operadas em procedimentos cosméticos: nenhum caso de queloide foi identificado. Cicatrizes hipertróficas ocorreram em apenas cerca de 1% dos casos, e 20 estudos não reportaram nenhuma ocorrência. A literatura concorda: a blefaroplastia superior está entre os procedimentos cirúrgicos com melhor desfecho cicatricial da face.

Quando indicado, podem ser usados cremes à base de silicone durante a maturação da cicatriz, com benefício consistente documentado na redução de cicatrizes hipertróficas.

Superior × Inferior

Qual é a diferença?

São cirurgias distintas, com indicações, técnicas e tempos de recuperação próprios. Muitos pacientes têm indicação para ambas — nessa situação, podem ser combinadas no mesmo ato cirúrgico ou realizadas separadamente.

Blefaroplastia Superior

Trata o excesso de pele (dermatocálase) e flacidez da pálpebra de cima. Indicada para olhar pesado, pálpebra caída sobre o cílio, comprometimento do campo visual superior, sulco profundo.

Cicatriz: prega supratarsal · Anestesia local · 45-90 min

Blefaroplastia Inferior

Trata bolsas de gordura (popularmente "olheiras"), flacidez de pele e sulco lacrimal abaixo dos olhos. Indicada para aparência cansada do terço inferior periorbital, bolsas evidentes, festoons.

Cicatriz: transconjuntival ou subciliar · Mais técnica · 60-120 min
Cuidados pós-operatórios

Três áreas-chave de cuidado

Orientação rigorosa nessas três frentes faz a diferença entre uma cicatrização excelente e uma cicatrização apenas boa.

Lubrificação ocular

Pilar central do pós-op imediato. Pequeno lagoftalmo temporário é normal e exige proteção corneana intensa.

  • Lágrimas artificiais — uso liberal durante o dia
  • Gel oftálmico noturno (proteção prolongada)
  • Colírios sem conservantes — preferência
  • Lagoftalmo geralmente se resolve em até 7 dias

Proteção solar

A pele periorbital é fina e particularmente suscetível a hiperpigmentação. Proteção rigorosa por 3-6 meses.

  • Evitar exposição direta nas primeiras 2-4 semanas
  • FPS 30+ amplo espectro
  • Óculos de sol grandes — proteção física
  • Reaplicação a cada 2-3 horas no sol

Maquiagem

Liberação gradual após cicatrização inicial. Cuidados específicos por algumas semanas após o retorno.

  • Sem maquiagem nos primeiros 7-10 dias
  • Após 10-14 dias — liberação progressiva
  • Produtos hipoalergênicos, sem álcool
  • Sem cílios postiços ou extensões por 4-6 semanas
Segurança

Riscos e contraindicações

As complicações são incomuns com técnicas modernas conservadoras. A avaliação pré-operatória cuidadosa identifica fatores de risco e permite ajustar a técnica para minimizar problemas. Toda cirurgia tem riscos — listamos os mais relevantes com transparência.

Complicações possíveis

Quase todas raras com técnica moderna. As mais frequentes — hematoma e olho seco transitório — são autolimitadas e tratáveis.

  • Hematoma e equimoses prolongadas
  • Síndrome do olho seco temporária
  • Lagoftalmo transitório (geralmente resolve em 7 dias)
  • Abrasão corneana — manejável com lubrificação
  • Assimetria leve — pode requerer retoque
  • Deiscência de ferida (≈1,4%) — fatores: tabagismo, sexo masculino
  • Cicatriz hipertrófica (≈1% — Anderson 2023)
  • Hemorragia retrobulbar — raríssima, urgência oftalmológica

Contraindicações

Existem poucas contraindicações absolutas. A maioria das condições de risco exige apenas ajuste técnico e avaliação cuidadosa, não impedindo a cirurgia.

  • Absolutas: ptose neurogênica (miastenia, aneurismas, tumores)
  • Absolutas: ptose congênita em pré-adolescentes
  • Alto risco: xeroftalmia preexistente significativa
  • Alto risco: olhos proeminentes (exoftalmia)
  • Alto risco: ptose verdadeira não identificada — exige correção simultânea
  • Alto risco: frouxidão palpebral inferior — risco de scleral show
  • Doenças autoimunes ativas, descompensação clínica
  • Anticoagulantes não suspensos conforme orientação
Cobertura por plano de saúde

A blefaroplastia tem cobertura obrigatória?

Posição da ANS

A blefaroplastia superior por dermatocálase (excesso de pele/flacidez) não possui código específico próprio no Rol da ANS como procedimento de cobertura obrigatória, conforme o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde — Resolução Normativa RN 465/2021.

Na prática, a cobertura pode variar conforme a operadora, o contrato e o caráter funcional documentado da indicação (perda de campo visual superior, MRD1 ≤ 2 mm, postura compensatória documentada). Em consultas com a Dra. Dayane Shinzato, fazemos a avaliação oftalmológica completa que pode fundamentar uma solicitação junto ao plano — mas a decisão final é sempre da operadora.

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns

Qual a diferença entre blefaroplastia superior e inferior?

A blefaroplastia superior trata o excesso de pele e flacidez da pálpebra superior — causa do olhar pesado ou caído. A blefaroplastia inferior atua sobre as bolsas de gordura (popularmente chamadas de olheiras) e flacidez da pele abaixo dos olhos. São cirurgias com indicações, técnicas e tempos de recuperação distintos.

A cirurgia dói? Como é o pós-operatório?

É um procedimento geralmente pouco doloroso e bem tolerado. Há desconforto, inchaço e equimoses (manchas roxas) nos primeiros dias, controlados com analgésicos comuns e compressas frias. A limitação funcional atinge o pico em torno de 16 horas após a cirurgia e melhora progressivamente nos dias seguintes.

Quanto tempo dura a recuperação?

O retorno ao trabalho ocorre em média 8 dias após blefaroplastia com remoção apenas de pele. Procedimentos mais extensos podem requerer alguns dias a mais. A estabilização da posição palpebral ocorre em torno de 3 meses; resultado estético final é avaliado em 9-12 meses.

Qual a idade ideal para fazer blefaroplastia superior?

Não há idade fixa. É mais comum a partir dos 40-50 anos, mas pode ser indicada antes quando há excesso de pele significativo ou comprometimento funcional (visão prejudicada). A decisão depende da avaliação clínica individual, não da idade cronológica.

Os resultados são permanentes?

Os resultados são duradouros — tipicamente 7 a 10 anos ou mais. No entanto, o envelhecimento natural continua, e em algumas situações um retoque ou complementação com tratamentos dermatológicos (laser CO₂, preenchimentos) pode ser desejável décadas depois.

Como fica a cicatriz?

A incisão é posicionada no sulco natural da pálpebra superior (prega supratarsal), tornando a cicatriz praticamente imperceptível após a maturação completa. Uma revisão sistemática com 3.650 pálpebras operadas não identificou nenhum caso de queloide em procedimentos cosméticos, e cicatrizes hipertróficas ocorreram em apenas ~1% dos casos (Anderson et al., 2023).

Há risco de queloide?

O risco é extremamente baixo. A literatura científica não tem relatos de formação de queloide após procedimentos cosméticos de pálpebra. Cicatrizes hipertróficas têm incidência de aproximadamente 1%. A pele palpebral tem características únicas que favorecem cicatrização excelente, e a incisão na prega natural fica em área de baixa tensão.

Homens podem fazer blefaroplastia superior?

Sim. A dermatocálase é mais frequente em homens do que em mulheres. Aproximadamente 18% dos pacientes operados são homens. A técnica é adaptada para manter a aparência masculina: prega palpebral mais baixa, menor excisão de pele, preservação do músculo orbicular lateral e remoção mínima de gordura.

Quem pode fazer? Quais são as indicações?

Indicada para pessoas com excesso de pele (dermatocálase), pálpebras caídas, olhar cansado ou comprometimento do campo visual superior. Requer avaliação oftalmológica completa por profissional habilitado — oftalmologista com formação em oculoplástica, como a Dra. Dayane Shinzato.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Em média 45 a 90 minutos quando realizada de forma isolada (apenas pálpebra superior), dependendo da técnica utilizada — apenas pele (~60 min), ou pele + músculo + gordura (~90 min). Realizada com anestesia local, com ou sem sedação.

Quando posso voltar a praticar atividade física?

Nos primeiros 7-10 dias: evitar exercícios vigorosos. Em 2-3 semanas: retorno gradual a atividades leves. Entre 4-6 semanas: retorno progressivo a exercícios moderados a intensos. Natação e esportes de contato devem ser evitados nas primeiras semanas. A liberação é individualizada pela cirurgiã.

Quais cuidados com proteção solar?

Nas primeiras 2-4 semanas, evitar exposição solar direta na região periorbital, usar protetor solar FPS 30+ e óculos de sol grandes para proteção física. Manter proteção solar rigorosa por pelo menos 3-6 meses, pois cicatrizes em maturação são suscetíveis a hiperpigmentação por UV.

A blefaroplastia melhora a visão?

Sim, quando indicada. A cirurgia melhora o campo visual superior em pacientes com dermatocálase obstruindo o eixo visual. Estudos demonstram melhora mensurável do campo visual superior, da distância margem-reflexo (MRD1) e da sensibilidade ao contraste. Surpreendentemente, a literatura também mostra redução significativa de sintomas de olho seco no pós-operatório (OR 0,22; IC 95% 0,13-0,36).

Tem cobertura obrigatória pelo plano de saúde?

A blefaroplastia superior por dermatocálase não possui código específico próprio no Rol da ANS como procedimento de cobertura obrigatória, conforme a RN 465/2021. A cobertura pode variar conforme a operadora, o contrato e o caráter funcional documentado da indicação. Em consulta com a Dra. Dayane Shinzato, fazemos a avaliação oftalmológica completa que pode fundamentar uma solicitação junto ao plano.

Referências científicas

Literatura consultada

Esta página foi construída a partir de revisões sistemáticas, meta-análises e diretrizes recentes (2008-2025). Todos os dados estatísticos citados podem ser conferidos nas referências abaixo.

  1. Anderson L, Vankawala J, Gupta N, et al. Evaluation of the Risk of Hypertrophic Scarring and Keloid Following Eyelid Procedures: A Systematic Review. Aesthetic Surgery Journal. 2023;43(8):820-829. PubMed
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